O arranque da série de eventos “Demonstrador Tecnológico”, iniciativa da ANI, decorreu a 28 de fevereiro, no Pólo de Inovação em Engenharia de Polímeros (PIEP) em Guimarães, contando com a presença de mais de 100 participantes, incluindo empresários, investigadores e representantes de entidades não empresariais do sistema de I&I, que debateram os desafios da Indústria 4.0 para a competitividade empresarial. A sessão de abertura contou com a presença do Secretário de Estado da Economia, João Correia Neves, do Presidente da ANI, Eduardo Maldonado, e do Presidente PIEP, João Cortez.

Pretendemos realizar o “Demonstrador Tecnológico” em vários Centros de Interface (CIT), que são entidades de ligação entre as instituições de ensino superior e as empresas, que se dedicam à valorização de conhecimento e à transferência de tecnologia”, explicou Eduardo Maldonado. Com esta ação, a ANI tem como objetivo “dar a conhecer à sociedade os resultados da inovação e empreendedorismo de base científica e tecnológica”, numa “iniciativa inclusiva, aberta à participação de todas as empresas com projetos de I&D e inovação, e que contará com eventos periódicos para difundir e demonstrar os resultados destes projetos”.

A missão é apoiada por João Cortez. “Não podemos só fazer I&D. Temos de inovar e transformar ideias em produtos. O espírito de associação é baixo em Portugal e isso não é ideal para a economia circular e a sustentabilidade”, disse o Presidente do PIEP, explicando que este CIT tem associados muito diversificados (indústria, academia, instituições públicas e associações setoriais).

O contributo da Indústria 4.0 para a competitividade empresarial

Nesta edição, subordinada à temática “Indústria 4.0 e Competitividade Empresarial”, o Presidente da ANI abordou a realidade de mudança desafiante para o setor empresarial, destacando“ as tecnologias digitais, a robótica, a produção aditiva e outros temas no âmbito da Indústria 4.0 essenciais para dar resposta a esses desafios”.

O Presidente da ANI assumiu a existência de alguns défices em Portugal nestas áreas, ao nível da preparação das empresas para o mundo digital, assim como a disponibilidade de recursos humanos qualificados para o aproveitamento das tecnologias de ponta.

No entanto, para colmatar estas falhas será estimulada a criação de uma rede de Digital Innovation Hubs em Portugal, com o objetivo de garantir às empresas boas condições de acesso aos programas europeus de inteligência artificial e indústria 4.0. Além disso, a ANI tem colaborado na implementação de programas governamentais, como é o caso do “Indústria 4.0” e do “InCode 2030”, e que, de acordo com Eduardo Maldonado, “estão a ter resultados muito interessantes e que podem ajudar as entidades de interface e as empresas a melhorarem os seus níveis de competitividade”.

Secretário de Estado da Economia anuncia política de exportações para segunda fase do programa “Indústria 4.0”

Estamos perante desafios de grande dimensão. O processo de inovação é hoje muito mais rápido”, afirmou o João Correia Neves, explicando que além de ter capacidade de desenvolver conhecimento, é importante fazê-lo no tempo adequado. Porém, o principal desafio, garante, é “construir em conjunto”. O Secretário de Estado da Economia atribui grande relevância à criação de modelos de negócio assentes nas novas tecnologias disponíveis, através da colaboração entre os diferentes agentes do sistema económico.

Foi durante a apresentação do tema do evento que João Correia Neves anunciou que muito em breve será apresentada a nova fase do programa Indústria 4.0, com maior foco no investimento e nas exportações, apostando-se em soluções para os mercados globais.

Mostra de Tecnologia foi o momento alto do dia

Os participantes do evento tiveram ainda a oportunidade ficar a conhecer melhor produtos e soluções nascidos das atividades de I&D aplicada deste Centro de Interface. A cápsula de café TORRIÉ, os filamentos condutores para manufatura aditiva da ESA, a garrafa de gás PLUMA, o painel interior de comboios ECOTRAIN, a aeronave XAEROSTRUCTURES, vários bioplásticos, e demonstradores BETTERSKY, foram algumas das tecnologias com a chancela PIEP que foram apresentadas durante uma visita guiada às instalações.

Estes resultados representam casos bem-sucedidos de valorização do conhecimento e transferência de tecnologia com impacto positivo para a sociedade e para a economia e ilustram o papel fundamental que os Centros de Interface têm no ecossistema de inovação nacional.

Conheça todos projetos apresentados no Demonstrador Tecnológico do PIEP

A Indústria 4.0 e as PME

O evento ainda contou com várias  apresentações, numa mesa redonda em que  participaram Jorge Portugal, da COTEC  Portugal, António Cunha, da DTX, Paulo Peixoto, da ATEC, Joaquim Moreira da Silva, da SIEMENS Portugal, e Pedro Vaz Silva, da BOSCH Car Multimedia Portugal. O debate, aberto à participação do público, foi moderado por Júlio Viana, professor da Universidade do Minho e colaborador da Critical Materials.

Entre as várias apresentações, foi discutida a problemática da retenção de talento nas empresas e a nova abordagem aos recursos humanos, que deve ser de requalificação e reconversão, facilitando a transição para novas tarefas e competências.

De seguida, concordando com as políticas definidas durante as intervenções, os participantes puderam reunir presencialmente com empresas, entidades não empresariais do sistema científico e tecnológico e instituições académicas, para discutirem problemas tecnológicos comuns e encontrar soluções inovadoras.

Consulte as apresentações aqui

 

Próximo “Demonstrador Tecnológico” será em Matosinhos

A série de eventos, promovida pela ANI no âmbito do SIAC – Iniciativa de Transferência do Conhecimento, pretende continuar a envolver o tecido empresarial nacional com os resultados da inovação e empreendedorismo de base científica e tecnológica.

Depois do sucesso do primeiro evento, o Presidente da ANI anunciou que a segunda edição irá acontecer no final de abril, no CEiiA, em Matosinhos, e terá o foco na temática da mobilidade inteligente.

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