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Portugal sobe um lugar na edição de 2019 do European Innovation Scoreboard (EIS 2019)[1], sendo agora líder do grupo dos países “moderadamente inovadores” e muito próximo de integrar o grupo de países “fortemente inovadores”. Portugal é agora o 13.º país mais inovador na UE28, tendo subido cinco lugares face à posição que ocupava no EIS 2016 (18.º lugar). Esta é a melhor posição de Portugal de sempre neste ranking, sendo de registar forte convergência que se regista com a média da UE28 desde 2016.

 

Evolução de Portugal no ranking europeu de inovação (EIS 2006-2019)

Fonte: ANI, a partir de European Innovation Scoreboard/Innovation Union Scoreboard (relatórios entre 2006-2019), Comissão Europeia.

 

De acordo com o relatório do EIS2019, os pontos fortes do sistema de inovação em Portugal situam-se ao nível do ambiente para a inovação, da atratividade do sistema de investigação e na inovação empresarial. De facto, Portugal encontra-se acima da média da UE28 em indicadores como as publicações científicas em coautoria com autores fora do espaço comunitário, a penetração da Banda Larga nas empresas, o número de estudantes internacionais de doutoramento, o registo de marcas comunitárias, a inovação não-tecnológica, bem como as inovações das empresas em produtos/processos, marketing/organizacional.

Como principais debilidades, Portugal encontra-se abaixo da média europeia em indicadores como a disponibilidade de capital de risco privado, o investimento em I&D pelas empresas, o registo de patentes ou as exportações de serviços intensivos em conhecimento.

O EIS 2019 menciona, também, outras dimensões importantes para o processo de inovação, sendo de realçar que Portugal apresenta valores acima da média da UE28 em indicadores como o nascimento de novas empresas, nas atividades de empreendedorismo (incluindo a educação para o empreendedorismo), estando em linha com a média europeia na procura pública de produtos tecnologicamente avançados.

As debilidades do sistema de inovação identificadas no EIS 2019 têm merecido a atenção por parte das políticas públicas em Portugal, nomeadamente as iniciativas inscritas no Programa Nacional de Reformas que procuram estimular uma melhor articulação entre as empresas e as entidades do sistema científico e tecnológico e a alteração da estrutura produtiva nacional para atividades de maior valor acrescentado.

O Programa INTERFACE, por exemplo, é uma dessas iniciativas, que visa capacitar os Centros de Interface, as dinâmicas de clusters, a criação de Laboratórios Colaborativos ou o estímulo à colaboração entre as pequenas e médias empresas portuguesas com as multinacionais presentes em Portugal, através da criação de “clubes de fornecedores”. A operacionalização das prioridades do Programa INTERFACE tem sido apoiada pelos instrumentos de política pública consagrados no Portugal 2020, nomeadamente através das medidas orientadas para o investimento em I&DT de natureza empresarial.

Estes bons resultados de Portugal no EIS 2019 refletem o aumento da capacidade de inovação das empresas, das entidades de I&D e da generalidade dos atores do Sistema Nacional de Inovação. Muitos dos resultados das atividades de I&D e de inovação desenvolvidas em Portugal nos últimos anos estarão disponíveis no evento TECH@PORTUGAL, no dia 4 de julho, na Alfândega do Porto.

[1] O EIS é uma publicação anual da Comissão Europeia que pretende medir e acompanhar o desempenho dos Estados-membros da União Europeia em termos de inovação. Os resultados finais são apresentados em forma de ranking, resultante do cálculo de um Summary Innovation Index para cada um dos países envolvidos no estudo. Esta publicação existe desde 2001, tendo sido criada no âmbito da Estratégia de Lisboa, tendo havido ao longo do tempo alterações na composição dos indicadores, bem como na metodologia utilizada. O EIS 2019 considera 27 indicadores, distribuídos por 10 dimensões de inovação.

18/06/2019
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