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Compreendo e Aceito

A mais recente edição do Demonstrador Tecnológico deu palco a um Centro de Interface (CIT) que se dedica ao desenvolvimento e investigação clínica de novos produtos na área da saúde para o tratamento médico e diagnóstico por imagem. A Associação para Investigação Biomédica e Inovação em Luz e Imagem (AIBILI) abriu as portas à demonstração e ao debate, que contou com inúmeros especialistas e investigadores e com um caso de sucesso de transferência de tecnologia para o mercado. A sessão de abertura do evento contou com intervenções do Presidente da AIBILI, José Cunha-Vaz, e do Administrador da ANI, António Bob Santos.

I&D em Saúde: uma área em crescimento exponencial

Temos empresas de excelência que competem com as melhores a nível internacional, o que revela a qualidade do trabalho desenvolvido e dos recursos humanos”, afirmou António Bob Santos, para descrever a investigação e transferência de conhecimento no setor da saúde, que classificou como “um dos mais dinâmicos”. O Administrador da ANI revelou que, em 2017, o investimento em Investigação & Desenvolvimento (I&D) na saúde aumentou 15% face ao ano anterior, atingindo os 460 milhões de euros. Cerca de 30% vem do tecido empresarial, representando as empresas da Saúde 10% do total de investimento empresarial em I&D em Portugal.

Não havia hábito de investigação em saúde e o desafio foi posto à AIBILI”, contou José Cunha-Vaz na sua intervenção, destacando a missão da instituição: “investigação, inovação e internacionalização”. O objetivo é melhorar a saúde e bem-estar humanos ao converter conhecimentos básicos em aplicações inovadoras e garantir qualidade na assistência médica. Atualmente, a AIBILI integra uma rede europeia de 101 centros de ensaio e oftalmologia, presente em mais de 15 países.

Desafios de transferir o conhecimento no setor da saúde

A transferência de tecnologia em saúde deu o mote à mesa redonda promovida no âmbito da sessão, que apresentou igualmente o trabalho desenvolvido pela AIBILI na retinopatia diabética. Entre as principais conclusões desta troca de ideias, destacam-se os desafios da transposição de estratégias terapêuticas, que deve ser aproximada das necessidades práticas e questões clínicas, e a importância de orientar a I&D para um acesso bem-sucedido ao mercado, nomeadamente através soluções com preços comportáveis.

Foi igualmente apresentado o caso de sucesso Retmarker, que teve como base todo o conhecimento produzido na AIBILI. A empresa desenvolveu software que ajuda no rastreio ao detetar microaneurismas nos pacientes com diabetes. “Um bom exemplo de que estes processos demoram um período muito grande até ter sucesso”, explicou o Presidente da AIBILI sobre a inovação “que foi iniciada em 2008, mas só em 2018/2019 está num processo maduro para utilização internacional”. Hoje já é uma peça fundamental no programa de rastreio olftalmológico promovido pela AIBILI e pela Administração Regional de Saúde Centro.

O evento proporcionou também uma visita guiada às instalações da AIBILI e uma mostra dos projetos mais emblemáticos deste Centro de Interface.

ANI alarga Demonstrador Tecnológico a outras entidades

A intenção das políticas públicas é mostrar o impacto dos projetos de investigação e dos investimentos públicos em I&D e inovação”, explicou o Administrador da ANI, a propósito da iniciativa Demonstrador Tecnológico. António Bob Santos mencionou que estas ações de demonstração estão “a começar pelos CIT, reconhecidos em 2017, mas a intenção é alargar a outras infraestruturas tecnológicas e de investigação”.

O Demonstrador Tecnológico é promovido no âmbito do SIAC – Iniciativa de Transferência de Conhecimento, cofinanciada pelo COMPETE 2020, através do Portugal 2020 e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

Um Projeto SIAC - Iniciativa de Transferência do Conhecimento

11/06/2019
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