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A Agência Nacional de Inovação (ANI) e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) organizaram a segunda edição do Encontro Anual de Laboratórios Colaborativos (CoLAB). O evento decorreu no Campus da Universidade de Aveiro, nos dias 9 e 10 de novembro, e foi transmitido em direto através do canal de Youtube da ANI, no qual podem ser revistas todas as sessões.

O 2º Encontro Anual de Laboratórios Colaborativos debateu a evolução dos CoLAB em Portugal, a sua integração nas dinâmicas dos ecossistemas regionais de inovação e a sua expressão progressiva nas estratégias europeias, nacionais e regionais de ciência, tecnologia e inovação.

Apresentação do 2º Relatório de Acompanhamento

Atualmente, existem em Portugal 35 CoLAB reconhecidos em áreas estratégicas como Saúde, Energia e Sustentabilidade, Transformação Digital e Agroalimentar. Estão distribuídos por todo o território nacional e agregam 299 entidades parceiras, nomeadamente PME, grandes empresas, instituições de ensino superior e centros de investigação.

Segundo o 2º Relatório de Acompanhamento “Laboratórios Colaborativos – Evolução e integração em Portugal e na Europa”, desenvolvido pela ANI, que acompanha e monitoriza a atividade dos CoLAB, e apresentado no evento, as empresas já representam 46% dos associados, com um aumento expressivo da representação das PME, que passaram para 121 (mais 46 do que em 2020).

Ainda de acordo com o documento, o financiamento proveniente de vendas e prestação de serviços aumentou para 2,9 M€ em 2020, evidenciando a maior procura do mercado pelas atividades, serviços e tecnologias oferecidas pelos CoLAB. Em 2020, os CoLAB que atuam nas áreas de Energia e Sustentabilidade e na área da Saúde foram os que mais geraram receitas próprias (respetivamente, 37% e 31%).

Os CoLAB estão distribuídos por todo território nacional, com predominância na região Norte (38%), na Área Metropolitana de Lisboa (33%) e na região Centro (18%).

A aposta do Governo no apoio à criação de Laboratórios Colaborativos tem não só contribuído para a diversificação das entidades que compõem o Sistema Nacional de Inovação, já que complementa a atuação de 312 unidades de investigação científica, dos 40 Laboratórios Associados e dos oito Laboratórios do Estado e reforça a estrutura de 31 Centros de Interface Tecnológico, como tem fortes implicações na criação de emprego altamente qualificado. Os Laboratórios Colaborativos já contribuíram diretamente para a criação de 562 empregos altamente qualificados, 30% dos quais ocupados por doutorados). Este valor corresponde a 98% da meta prevista até 2023 (576 recursos humanos).

Ministro defende maior transferência de conhecimento

A abrir a sessão do primeiro dia do evento esteve o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, para quem os CoLAB se têm revelado “uma oportunidade para que as instituições científicas e académicas, em estreita colaboração com atores económicos, sociais e culturais, contribuam para a construção, em Portugal, de projetos de relevância internacional, com impacto efetivo na sociedade, estimulando a criação de emprego qualificado no país”.

O ministro, que presidiu ao evento, recordou ainda que, há cerca de seis anos, “depois de um período crítico de recessão económica e financeira, em que tentávamos compreender onde nos situávamos no contexto europeu, percebemos que precisávamos aprofundar as pesquisas e os negócios”. Hoje, Manuel Heitor acredita que se observa um “especial crescimento da capacidade tecnológica e de exportação”, adiantando que a intenção é triplicar as despesas de negócios até 2030. Outro dos aspetos destacados pelo ministro foi o número de investigadores no setor dos negócios que, entre 2015 e 2020, cresceu mais de 80%.

Os trabalhos decorreram, ao longo do primeiro dia, através de sessões paralelas de apresentação e debate entre os CoLAB, distribuídos por áreas temáticas, nas quais se promoveu a troca de experiências e a discussão dos principais desafios para os mercados em que atuam. Nestes painéis, mais técnicos, destaque para a participação ativa de empresas como é o caso da Mota-Engil, da Galp, da Farfetch, evidenciando um crescente interesse e reconhecimento por parte da indústria pelas atividades desenvolvidas pelos Laboratórios Colaborativos. Realizou-se ainda uma mesa-redonda, moderada por Helena Pereira, presidente da FCT, para partilha de ideias sobre aprendizagens feitas ao longo dos últimos anos.

Joana Mendonça, Presidente da ANI, encerrou o primeiro dia de trabalhos, evidenciando o impacto dos CoLAB na criação de emprego qualificado e o dinamismo que têm demonstrado ao serem bem-sucedidos em 259 candidaturas a financiamento, bem como através do impacto que têm nas regiões em que se inserem. “O que pudemos hoje observar aqui foi como a diversidade pode promover a inovação e, no final, o crescimento económico. É verdade que os CoLAB nacionais são ainda muito jovens, podendo até ser comparados com start-ups, mas percebe-se que há uma multidisciplinaridade muito grande, que há uma grande motivação e que as empresas recorrem a estas estruturas para responder a uma enorme variedade de desafios com impacto na sociedade”, rematou a presidente da ANI.

Colaboração com a indústria, impacto no desenvolvimento do interior e internacionalização em destaque

O segundo dia foi ocupado por sessões plenárias. Logo na primeira, subordinada ao tema “A importância da investigação científica orientada para o mercado para aumentar a competitividade”, o secretário de Estado da Economia, João Neves, afirmou que, num momento em que se olha para aquelas que devem ser as linhas orientadoras do Portugal 2030, um dos aspetos mais importantes a reter da experiência com o Portugal 2020 é que “a investigação e as necessidades do mercado não devem ser realidades paralelas, mas funcionarem em conjunto”, de forma a “aliar conhecimento e economia e, assim, ganhar formas de diferenciação no mercado internacional”.

A segunda sessão da manhã, teve como o tema “Futuras direções para a investigação na cooperação com a indústria – uma abordagem regional”, contou a participação de várias comissões de coordenação e desenvolvimento regionais. Contando com a participação de decisores políticos, peritos internacionais e empresas como a Vodafone, a SONAE e a José de Mello, seguiram-se as sessões dedicadas aos temas “Cooperação com a indústria: oportunidades e desafios”, “O papel dos CoLAB no desenvolvimento das regiões do interior”, “Como chegar a Bruxelas: Trocas de Experiências”, “CoLABs no sistema de inovação: futuras direções”. O segundo dia do evento foi marcado por uma intervenção ativa da audiência, que colocou várias questões no final de cada painel, e pela participação da Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa (através de uma intervenção em vídeo), e da Secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira.

“Foi uma oportunidade única reunir este conjunto de entidades que, em dois dias, dialogaram e debateram continuamente”, congratulou-se, na sessão de encerramento Manuel Heitor. O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior resumiu os temas do evento em quatro pontos: troca de experiências acumuladas ao longo dos últimos anos, financiamento, como os CoLAB nacionais podem interagir e diferenciar-se entre outras entidades dos ecossistemas nacionais e o futuro.

Consulte o Relatório Anual de Laboratórios Colaborativos 2021 aqui.

Reveja o evento aqui.

Laboratórios Colaborativos
15/11/2021
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